Notice: Undefined offset: 7 in /home/chef/public_html/topo.php on line 11
, 20 de Agosto de 2017
20-07-2017 | Walkiria Capusso

Eu com Você - * Por Walkíria Capusso


  • Imprimir
  • Compartilhar

Hoje, mais talvez do que em qualquer outra época anterior da história, estamos palmilhando um chão totalmente novo. Em nosso mundo não há caminhos fixos, não há iluminação central utilizável por todos. Cada um de nós tem de encontrar um jeito de acender a própria centelha, mas é fato que saber compartilhar centelhas é gratificante e eficiente.  Como demonstra a história, não podemos depender de figuras de autoridade "lá em cima" para fornecer-nos respostas iluminadoras às perguntas da vida. Recentemente, nós, o povo do mundo civilizado, temo-nos quedado sentados, sem saber o que fazer, diante das telas da televisão, vendo, amedrontados, sagas da vida real de corrupção e derrota, depressão e revolução, que ultrapassam todos os limites sociais, políticos e nacionais, invadindo nossas complacentes salas de estar para tocar-nos a consciência e despertar-nos o espírito.

 

A humanidade pode ser vista de infinitas formas. Para alguns a humanidade é um caso perdido, há também aqueles que se isolam, vivem no automático e nem se questionam sobre. Mas, no meio disso tudo, por mais incrível que pareça, estão os que acreditam e confiam que somos todos um, mesmo que o mundo físico nos faça acreditar na separação e superioridade de uns sobre outros.

 

Pare por um momento e pense nas pequenas grandes revoluções diárias ... Olhando ao nosso redor com um pouco mais de atenção, percebemos que todos parecemos estar passando pela vida sem olhar à nossa volta, sem sair de nós mesmos, de nosso mundinho egoísta e apressado. Não dispomos de tempo, tampouco de disposição, para relaxar e prestar atenção no que ocorre além de nós, no que vive lá fora, tão perto, e ao mesmo tempo tão longe.

 

E assim, hoje não se retém nada por muito tempo, nem conhecimento, nem objetos, nem convicções, muito menos pessoas. É triste assistirmos ao vai-e-vem dos relacionamentos fugazes e superficiais, a desistência precoce do continuar lutando junto de alguém, a fluidez do amor em nossas vidas. Uma coisa é descartar objetos, outra muito diferente é o descarte de pessoas. Sim, muitos de nós descartamos de nossas vidas, num piscar de olhos, quem não nos agrada em algum aspecto, esquecendo que nenhum relacionamento está isento de adversidades e de discrepâncias, ou seja, caso não lutemos pelas pessoas que estão junto de nós, perderemos todas elas pelo caminho.

“Vida é o que acontece com você enquanto você está ocupado fazendo outros planos”, a frase reflexiva é de John Lennon, na música Beautiful Boy, mas o fato é que o tempo não para, e para haver vida é preciso haver planos, mesmo que os planos da vida não sejam os nossos. Acredito que a verdade por trás dessa frase seja que a vida acontece quando aceitamos que os nossos planos podem não se concretizar, e não que, para haver vida, é preciso não haver planos. Afinal, objetivos simples nos fazem levantar da cama todas as manhãs, mas os mais difíceis e sagrados nos dão razão para sonhar todas as noites.

Na verdade, a centelha do viver é o amor que carregamos enquanto vivemos e nos relacionamos, pois tudo o mais pouco durará, caso não seja construído sobre sentimentos verdadeiros, e sempre será o amor que nos sustentará e nos dará a força necessária para ir em frente, mesmo que de ônibus, a pé, não importa.

O mundo necessita de mais tempo longe das preocupações e atribulações diárias. As pessoas precisam parar para refletir sobre o que vêm fazendo de suas vidas e o que vêm sendo na vida de quem está a seu lado. Sem essa reflexão contínua, vamos nos robotizando, endurecendo nossos corações e nos tornando fechados aos encontros afetivos que alimentam a nossa essência mais humana.

É preciso deixar morar em nós o amor que sentimos pelas pessoas, essa é a lição diária que a vida nos propicia. Humanizar-se, sentir, compadecer-se, cultivando a gratidão junto a todos que fazem parte de nossas vidas, torna mais gostoso o viver.  Sem praticar o amor, tudo se torna frio e insosso, porque, sem amor, sobrevive-se, mas sem viver de verdade.

Buscando aprender com as lições diárias, amo viver. E você, contenta-se apenas em sobreviver?

 


                                                                                                       Walkiria Capusso

 

 

 

                                                                                               (Che Fronteira – 20 Jul 2017)

 


Walkiria Capusso

Walkiria Capusso

Comentários (0)

  • Imprimir
  • Compartilhar

CONHEÇA NOSSOS ARTICULISTAS

Pedro Zadyr

Editor do Site de Notícias Chefronteira

Ramão Ney Magalhães

Fundador da FAMASUL e do Sindicato Rural de Amambai-MS. Foi Delegado Federal da Agricultura no MS. Produtor Rural em atividade

Fabrício de Souza

Fabrício de Souza

Walkiria Capusso

Walkiria Capusso