Quarta-feira, 18 de Outubro de 2017
16-06-2017

Assessor atuou em reforma na casa da sogra de Temer


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O chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo e tesoureiro do PMDB, Arlon Vianna, teria participado, a pedido de Michel Temer, da reforma na casa da sogra do presidente, Norma Tedesco, em 2014. À época, Vianna, que é amigo próximo de Temer e do coronel João Baptista Lima, era assessor da vice-presidência. A informação foi revelada pelo blog da jornalista Andrea Sadi, do portal G1.

Segundo a reportagem, o presidente escalou Vianna para indicar profissionais que fizessem a pintura, limpeza e consertos no imóvel em Pinheiro, na Zona Oeste de São Paulo. O Planalto confirmou que ele participou da escolha dos trabalhadores, mas apenas para “pequenos reparos”.

Ao ser procurado, o assessor afirmou, inicialmente, que “nunca se envolveu” nas obras. “Estou te dizendo, de coração, que não me envolvo nessas coisas. De jeito nenhum. Eu trabalho com doutor Michel há 17 anos, tenho relação muito legal”, disse.

Depois, ao ser informado pela repórter de que o próprio Planalto havia dito que ele escolhera profissionais para trabalhar na casa, ele refez a resposta: “Não indiquei empresa. Indiquei, se não me falha a memória, um pintor. Que nem sei onde está. Estou até procurando ele para ele esclarecer. Um pintor, um pedreiro, uma coisa assim. Parou aí. Nem me recordo direito. Pintor ou pedreiro. É a mesma pessoa. Se você vai fazer uma reforminha, tapar buraco, uma pessoa só. Foi até junto com o pai dele. Me parece”.

Vianna também disse que não pagou pela obra. O Planalto informou que quem a bancou foi o presidente.

A reforma foi feita em uma casa alugada para que a mãe da primeira-dama Marcela Temer, que residia no interior, pudesse se mudar para São Paulo para ficar perto da filha e do neto. O presidente tem uma residência no mesmo bairro.

Esta é a segunda reforma feita para um parente de Temer que contou com a participação de um auxiliar do peemedebista. A casa de Maristela Temer, filha do presidente, que passou por obras entre 2014 e 2015, teve a atuação do coronel Lima, amigo de longa data do presidente e dono da empresa de arquitetura e engenharia Argeplan. O coronel entrou na mira da Operação Lava Jato após o executivo da JBS Ricardo Saud dizer, em delação premiada, que o presidente o indicou para receber 1 milhão de reais em espécie na reta final da campanha eleitoral de 2014. Com base na colaboração de Saud e Joesley Batista, dono do frigorífico, Temer é investigado no Supremo Tribunal Federal por corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa.


Fonte: Revista Veja

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